terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Sem ti ... Melancólico Castigo.

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Manhã fria. Amanhecer em tons de qualquer cor
Saudades de teu sorriso. Desse teu jeito de olhar
Dos teus afagos, dos teus beijos ávidos de amor
Da felicidade de te sentir, de contigo conversar
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Hoje senti a tua ausência. Teu lugar triste, vazio
Tão escuro o silêncio, sem a luz da tua presença
Abri a janela. Nevava lá fora. Dia cinzento, frio
Dura solidão. Senti-me rodeado na dor, carência
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Dia sem sol. Nuvens no céu. Meu olhar ausente
És em mim o adormecer, o acordar, o expoente
Saudade de nós, saudades da tua palavra amiga
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Nevoeiro. Vácuo silêncio de acordes de sentido
Manhã fria. Sorriso fechado num corpo vencido
Melancolia do amanhecer que sem ti me castiga
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Autor: EU
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

FELIZ ANO NOVO DE 2018.


Tocam os sinos da meia-noite
Soltam-se o champanhe em efervescência
Soam os estalidos dos foguetes
Brilham as estrelas no céu
Soltam-se as gargantas
Limpa-se a consciência
Levantam-se os olhares,
Vêem-se os lampejos do foguear
Canta-se a chegada dos 10 segundos
Alegra-se e celebra o Povo 
Os festejos são profundos
Abraços e beijos
São os desejos
A chegada do Ano Novo.
É tempo de renovação
Do amor, de nova paixão
É o acreditar que tudo será diferente
E na alma de tanta gente
Acredita-se que, finalmente
Tudo será paz e união
Definitivamente
 .
Feliz Ano Novo
Abençoado seja 2018
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sábado, 23 de dezembro de 2017

FELIZ NATAL, REPLETO DE PAZ E AMOR.

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Mesmo que não estivéssemos frente a frente
Nem nosso olhar alguma vez se cruzou
Desejo, faço votos, muito sinceramente
Que este Natal lhe traga aquele presente
Que já alguma vez você sonhou
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Acredite, porque é a pura verdade
E é o meu coração quem o diz
Para que exista infinita felicidade
Este Natal só será uma realidade
Se o seu coração estiver feliz
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FELIZ NATAL PARA SI, FAMÍLIA E AMIGOS/AS.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Que seja Natal na tristeza do olhar da criança


Meu olhar atravessa a paisagem em destino sem rumo
Ultrapassa os devaneios, caminha no silêncio do saber
Enfrenta as marés, ondas e navios, sapiência e aprumo
Trevas de tristeza, campos em flor, rimas por escrever
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Solto o sorriso em águas inseguras, barco que navega
Ondas que esbatem na transparência da útil confiança
Sentidos onde o sol é carência de um desejo que nega
A felicidade  dum feliz sorrir no rosto de uma criança
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Desato o meu sonho na emoção das noites iluminadas
Intuições que me colhem os desatinos do pensamento
Fujo das cordas que o meu sentimento ao cais amarra
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Estrelas que brilham, iluminem as almas encarceradas
Abram o vosso coração. Libertem o sincero sentimento
Ensinem as crianças a cantar a música da feliz cigarra
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Passear contigo pelos caminhos da ventura


De mão dada, queria ir passear contigo
Pelas ruelas e  caminhos da felicidade
Esquecer mágoas, tristezas, a saudade
Nostalgias sofridas  pela vil agrura
Poder dedicar-te poemas de candura
Abrir o coração, sussurrar o que sinto
Mostrar-te como lacrimeja o meu olhar
Como escorre verdade do meu pensar
Queria amar-te, ir  passear contigo
Desbravar  os caminhos da saudade
Mas hesito. Penso que não consigo
A nostalgia não nos deixa caminhar
Pelos carreiros dos sorrisos da ventura
Pelos horizontes do amor e ternura
Onde, contigo, tanto desejava estar.
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O GRITO DO SILÊNCIO DOS AFLITOS


Olho o além-mar. Ouço os ruídos do silêncio
O deslizar das ondas. Rochas parecem mover-se
Em namoro com a água que ondula tão airosa
Num vai e vem em cadência sigilosa
Não sabendo quando e onde deter-se
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Um barco mareia no silêncio do meu olhar
Navega envolto no nada de coisa alguma
Diluem-se as ondas. Respiro o ar da solidão
Sinto compassada a minha respiração
Ao ouvir os gritos do silêncio da espuma
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Ouço o rebentar do sossego da ondulação
Os desatinos dos silêncios dos meus gritos
O vento acaricia o meu corpo de malícia
E do além traz-me a silenciosa noticia
Que o ciciar das ondas, é o grito dos aflitos
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Tempestade entre Silêncios


Não brilham as estrelas, sopra um frio vento
Chove. Fecham-se as janelas à firme negrura
Vidraças molhadas. Altera-se o pensamento
Surge o triste sorriso através da noite escura
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Isoladas vozes ouvem-se no silêncio da rua
Abafadas pelo troar dos intrépidos trovões
Chega a tempestade. É a Ana que vem nua
Para amaldiçoar almas e enxutos corações
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Nome de mulher. A Ana que chega molhada
Traz vida, felicidade, quiçá sólida enxurrada
Que a pessoas e campos, oferece simpatias.
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Árvores nascendo. As queimadas agradecem
As sementeiras ressurgem, se engrandecem
Pelas barragens deixarem de estar tão vazias
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sábado, 9 de dezembro de 2017

Escrevo quando a imaginação existe



Escrevo quando a imaginação existe
E sinto que minha alma se completa
Alegre é o momento de não ser triste
Não sei se escrevo por ser poeta
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Sinto em mim palavras tardias
Que me afluem ao pensamento
Durmo de noite, ando nos dias
Sempre ao sabor do leve vento
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Não sou pobre, não sou rico
Sou remediado no que faço
Não sei se vou se aqui fico
A controlar o meu cansaço
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Sei que escrevo, por enredo
Sobre a gaivota, sobre o mar
Até que um dia fique quedo
Sem forças para continuar
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Quando o grito da alma morre nos silêncios da saudade


Se o meu amor fosse irreal, como irreal é o pensamento
Olhar-te-ia de frente e com verdade te diria desde logo
Que és para mim a doçura, a felicidade, o fel tormento
Que sinto no meu peito como flechas ardendo em fogo
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Se não te amasse não sentia em mim esta dor inflamada
Que me trava a concepção e faz vaguear na noite escura
Caminharia pela génese da palavra em trejeitos de nada
E não te ofertava este ateado amor em gestos de ternura
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Se o amor que sinto na alma fosse como um sonho tido
Decerto que o meu choroso coração já tinha esquecido
E no meu peito apenas haveria sentimento de lealdade
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Nascem as flores em campos sem cultivo, abandonados
Só a nostalgia vegeta por devaneios gélidos, inacabados
Quando o grito da alma morre nos silêncios da saudade
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domingo, 3 de dezembro de 2017

Não és o meu amor por me apetecer




Não és o meu amor por me apetecer
És porque te amo e assim desde logo
Guarda-te meu coração por te querer
És nele a robustez do intrépido fogo
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Quero ter-te porque assim o desejo
Poder possuir-te, contigo caminhar
Trocar por amor um delicado beijo
Roubar-to se não o quiseres trocar
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Quero-te em minha cama de amor
Formosa, como uma pétala de flor
Amar-te como nunca havia amado
.
Beijar-te, tocar-te com muito carinho
E na doçura de um molhado beijinho
Deslizar em teu corpo húmido, suado
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